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muitas vezes, até esfrego os olhos com as pontas dos dedos enquanto respiro fundo. É patético, mas resolvi deixar você saber. Estou te amando exatamente agora, de uma maneira tão sublime, tão delicada que me faz pensar em nunca lhe dar o meu amor, para que ele nunca quebre, para que ele se mantenha sempre neste mesmo prisma, das coisas que poderiam ter sido e não foram. Assim você me deixa te amar sem exigências, sem ultimatos.
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Sim, também acho um desperdício passar pela vida assim, sem ser sua amiga, conhecida, amante, ou até mesmo sua inimiga, mas nada, nada é folha em branco... fica pedindo cores, letras, palavras, frases... Nada é nada! E o nosso nada sempre significou alguma coisa, que para descrevê-la, teria que me desarmar dos melhores adjetivos. Estou fazendo exatamente o que prometi a mim mesma que não faria, escrever, deixar as palavras seguirem sozinhas seu rumo, sem pensar muito. Tentar escrever apenas o que sinto, sem o medo peculiar de ser apedrejada, e no mais, talvez você nem leia, talvez seja apenas mais uma carta, como tantas outras que ainda guardo nas gavetas.
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Estou tentando ignorar o pôr do Sol, o entardecer, as gotas de chuva que escorrem no vidro da minha janela, o céu estrelado, o cigarro solitário, o violão e a música. Quando chega a noite, fecho os olhos, juro que não durmo pensando em você... Leio um livro, uma revista, adormeço assistindo tv... mesmo assim, sonho contigo, e é quase toda noite! Por favor, não ria da minha obsessão, tudo isso também soa tão ridículo para mim quanto para você. Mas o amor é isso, não ter medo de parecer ridículo, brega ou piegas. E eu te amaria até mesmo se você fosse azul...